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domingo, 23 de julho de 2017

QUE TODA PALAVRA - D. Helder Câmara

Que toda Palavra 

               Dom Helder Câmara
N
Que toda palavra nasça da ação e da meditação.
Sem ação ou tendência à ação
ela será apenas teoria
que se juntará ao excesso de teoria
que está levando os jovens ao desespero.

Se ela é apenas ação sem meditação
ela acabará no ativismo sem fundamento,
sem conteúdo, sem força...

Presta honras ao Verbo eterno
servindo-te da palavra
de forma a recriar o mundo.



PAI NOSSO DOS TEMPLÁRIOS


SENHOR, perdoa-me se não rezo a oração que teu filho nos ensinou, pois julgo-me indigno de tão bela mensagem. Refleti sobre esta oração e cheguei às seguintes conclusões:

Para dizer o “PAI NOSSO”, antes devo considerar todos os homens, independentemente de sua cor, raça, religião, posição social ou política, como meus irmãos, pois eles também são teus filhos; devo amar e proteger a natureza e os animais, pois se tu és meu pai, também és meu criador, e quem criou a mim, também criou a natureza.



Para dizer “QUE ESTAIS NO CÉU”, devo antes fazer uma profunda análise em minha consciência, procurando lembrar-me de quantas vezes te julguei como um celestial pai, pois, na realidade, sempre vivi me preocupando com coisas materiais.

Para dizer “SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME” devo antes verificar se não cometi sacrilégios ao adorar outros deuses acima de ti.



Para dizer “VENHA NÓS O VOSSO REINO” devo antes examinar minha consciência e procurar saber se não digo isso apenas pôr egoísmo, querendo de ti tudo, sem dar em troca.

Para dizer “SEJA FEITA A VOSSA VONTADE”, devo antes buscar meu verdadeiro Ser e deixar de ser um falso cristão, pois a tua vontade é a união fraternal de todos os seres que criastes.



Para dizer “ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU” devo antes deixar de ser mundano e me livrar dos desenfreados prazeres, das orgias, do orgulho e do egoísmo.



Para dizer “O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAÍ HOJE”, devo antes repartir o pão que me destes com os meus irmãos mais carentes e necessitados, pois é dando que se recebe; é amando que se é amado.



Para dizer “PERDOAI AS NOSSAS OFENSAS ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO”, devo antes verificar se alguma vez tornei a estender a minha mão àquele que me fez chorar; pois só assim terei perdoado àquele que me ofendeu.

Para dizer “E NÃO NOS DEIXAI CAIR EM TENTAÇÃO, MAIS LIVRAI-NOS DO MAL”, devo antes deixar limpo o foco de meus pensamentos; e amparar os aleijados, ajudando a construção de um mundo melhor.



E finalmente para dizer “AMÉM” deverei fazer tudo isso agradecendo ao meu criador, cada segundo de minha vida, como a maior dádiva que poderia receber. No entanto Senhor, embora procure assim proceder, ainda não me julgo suficientemente forte, no intuito de tudo isto te prometer e cumprir. Perdoa-me, Senhor meu Pai, porem minha perfeição a tudo ainda não chegou




SER UM MÍSTICO PENSANTE, ATUANTE E RESPONSÁVEL


De tempos em tempos nos deparamos com publicações, textos, livros ou opúsculos que, por seu valor de verdade, calam em nossa mente e nos instam a refletir sobre eles. Com um efeito imediato em nossas vidas, em consequência das assertivas contidas, provocam uma reação em nosso eu interior que diz: “É isto!”.

Este opúsculo do nosso Venerabilíssimo Imperator, Frater Christian Bernard, é um exemplo típico disto. Apresenta uma profunda reflexão que reflete a experiência de um ser com uma missão especial, ou seja, ditar, no melhor sentido do termo, o destino e as direções a seguir de uma Organização como a Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis.

Está contido em nosso vasto material de estudo que “Imperator é aquele que é Mestre de si mesmo” e o quase depoimento e as reflexões em primeira pessoa nos remetem a isto.

Convidamos a aproveitarem a riqueza de seu conteúdo que certamente os levarão a encontrar verdades místicas aplicáveis à sua vida. Isto só será possível pela reflexão e se o seu coração souber desejar.

Leia texto na íntegra - acesse:
http://www.amorc.com.br/wp-content/uploads/2014/12/Livreto-Imperator.pdf


A BUSCA PELO GRAAL E O SALTO DA FÉ



A jornada dos heróis que procuram encontrar o Graal é descrita desde a Antiguidade. As primeiras histórias são as dos Cavaleiros do Rei Artur – os Cavaleiros da Távola Redonda –, nas quais conhecemos personagens marcantes como Lancelot e Percival.



Nos tempos modernos podemos verificar essa mesma busca acontecendo de outras formas com todos os heróis e heroínas, dos quais: Frodo, Alice (do País das Maravilhas), Harry Potter, Luke Skywalker, Percy Jackson etc. Todos estão lutando para encontrar algo importante. Suas jornadas podem ser em busca do anel do poder, das relíquias da morte de Voldemort, do raio de Zeus etc., mas notem que sempre existe algo sobrenatural, com poderes especiais, a ser encontrado. Para Alice, o item a ser encontrado era mais intrigante ainda: ela estava tentando encontrar a si mesma, dentro da toca do coelho, curiosamente.



Um herói muito famoso dos tempos atuais é Indiana Jones. Suas várias aventuras retratadas nos filmes de Steven Spielberg  remontam à jornada do Cavaleiro que também busca algo precioso e que o conecta ao propósito de sua missão pessoal. Em especial, no filme A ÚLTIMA CRUZADA, ele sai justamente procurando o Santo Graal e, para isso, vai seguindo as dicas deixadas por seu pai em uma caderneta de estudos. Na vida também é assim – recebemos ensinamentos de nossos pais, amigos, instituições como a escola ou a própria OGG e isso tudo deve nos dar a Sabedoria necessária para descobrir as trilhas de nosso caminho, bem como nos ajudar a fazer as escolhas certas quando a estrada apresenta bifurcações ou becos sem saída.



No final de sua aventura, já próximo do Graal, Indiana Jones tem que enfrentar 3 provas de honra – como deve fazer todo Cavaleiro para mostrar seu mérito. Gostaria de me aprofundar em uma dessas provas, que foi chamada no filme de “O Salto da Fé”. Jones precisa chegar no Templo onde está a taça sagrada, mas há um abismo tenebroso separando o local em que ele está e a entrada do Templo.  A distância para pular é humanamente impossível. É terrível, pois o herói está tão perto de seu sagrado objetivo e, ao mesmo tempo, tão longe. Ele resgata a caderneta de seu pai e lá está o desenho explicando o que precisa ser feito. Ele diz: “Apenas aquele que tem fé passará.” Indiana Jones vê no desenho o herói passando pelo desfiladeiro e caminhando no invisível, enquanto aqueles sem fé são engolidos pelo buraco que se encontra entre uma ponta e outra da passagem

Há um simbolismo muito interessante nessa passagem. O pensador Søren Kierkegaard, dinamarquês do século 19,  falava do “salto da fé” quando abordava a capacidade do ser humano de se transformar. Para ele, qualquer um de nós pode ser exatamente aquilo que desejar, bastando para tanto ter fé em si mesmo.  Um lado do desfiladeiro, nesta perspectiva, corresponde à pessoa que sou hoje. Já o lado de lá representa a pessoa que quero ser – com mais qualidades, menos fraquezas, mais preparado para a vida e mais desenvolvido espiritualmente. Já a fé que é necessária para passar pelo desfiladeiro e conseguir caminhar no invisível é a fé em nossa própria capacidade de nos autotransformarmos e nos tornamos essa pessoa melhor que tanto almejamos. Para Søren Kierkegaard, todos têm condição de alcançar o desenvolvimento pessoal, desde que sejam capazes de realizar ao longo de suas vidas seus “saltos de fé”.


Em nosso filme INDIANA JONES E A ÚLTIMA CRUZADA, nosso herói coloca a mão no coração, fecha os olhos e coloca o pé direito na direção do vazio.  Quando seu corpo começa a fazer um movimento de queda, ele pisa em algo. Nesse momento percebe que havia sim uma “ponte”, uma espécie de passagem, mas uma ilusão de ótica fazia parecer que nada havia ali além do buraco. Com essa descoberta, ele é capaz de passar pelo desfiladeiro e encontrar o Graal que salvaria a vida de seu pai.



O Graal acaba por ser esse elemento que existe dentro da gente e que é especial, sagrado e precioso. Ele está lá, com certeza – dentro do nosso Templo Interior. Isso faz de cada ser humano alguém extremamente especial e importante. Todos temos nosso valor. Precisamos encontrar esse bem precioso, tendo fé em nosso potencial interior para posteriormente, como um Guia do Graal, colocar esse bem tão raro e valioso para ajudar o mundo e todos os seus seres viventes.

Fonte: www.amorc.org.br





DECLARAÇÃO ROSACRUZ DOS DEVERES DO HOMEM

Declaração Rosacruz 
dos Deveres do Homem
Prólogo

Desde que os Seres Humanos tomaram consciência da necessidade de viverem em sociedades organizadas eles criaram diversas formas de governo para assegurarem o seu funcionamento. Hoje parece que é através da democracia que se expressam melhor os interesses e as aspirações dos indivíduos em particular e dos povos em geral. Com efeito, embora esse sistema seja imperfeito e tenha muitas fragilidades, são atualmente as sociedades democráticas que melhor garantem os direitos do Ser Humano tais como estão definidos na Declaração Universal.

Mas, se o respeito aos direitos de cada um é o fundamento de toda democracia, qualquer democracia que não estimule os referidos direitos tem em si mesma os germes da decadência e propicia a emergência de uma ditadura. Como a História tem mostrado, o bom funcionamento de uma sociedade depende de um equilíbrio apropriado entre os direitos e os deveres de todo indivíduo. Quando esse equilíbrio chega a ser rompido, seja aliás ao nível de governantes ou de governados, os mais extremos totalitarismos se apossam da situação e mergulham as nações em pauta no caos e na barbárie.

No alvorecer do século XXI, constatamos que em muitos países onde a democracia se tornou uma instituição de longa data os direitos dos cidadãos têm primazia sobre os deveres que lhes incumbem como seres humanos, de modo que  o equilíbrio é, se não rompido entre estes e aqueles, pelo menos muito ameaçado. Receando que esse desequilíbrio se amplie e acabe nesses mesmos países numa regressão da condição humana, apresentamos esta Declaração dos Deveres do Ser Humano a todos aqueles que compartilham da nossa inquietação:

Declaração


Artigo 1: Todo indivíduo tem o dever de respeitar sem preconceito os direitos do Ser Humano, tais como estão definidos na Declaração Universal.

Artigo 2: Todo indivíduo tem o dever de respeitar a si mesmo e não aviltar seu corpo ou sua consciência por comportamentos ou práticas que firam sua dignidade ou sua integridade.

Artigo 3: Todo indivíduo tem o dever de respeitar os outros, sem distinção de raça, sexo, religião, classe social, comunidade ou qualquer outro elemento aparentemente distintivo.

Artigo 4: Todo indivíduo tem o dever de respeitar as leis do país onde vive, ficando entendido que essas leis devem  ter por fundamento o respeito aos seus mais legítimos direitos.

Artigo 5: Todo indivíduo tem o dever de respeitar as crenças religiosas e as opiniões políticas dos outros, desde que elas não prejudiquem nem a pessoa humana nem a sociedade.

Artigo 6: Todo indivíduo tem o dever de ser benévolo em pensamento, palavra e ação, a fim de ser um agente da paz social e um exemplo para os demais.

Artigo 7: Todo indivíduo com idade, estado ou condição de trabalhar, tem o dever de fazê-lo, seja para suprir suas necessidades ou as de sua família, para ser útil à sociedade, para se desenvolver no aspecto pessoal ou simplesmente para não se perder na ociosidade.

Artigo 8: Todo indivíduo que tenha a seu encargo a educação de uma criança tem o dever de nela inculcar a coragem, a tolerância, a não-violência, a generosidade e, de modo geral, as virtudes que dela façam um adulto respeitável e responsável. 

Artigo 9: Todo indivíduo tem o dever de prestar assistência a quem quer que esteja em perigo, seja intervindo diretamente, seja fazendo o que for necessário para que as pessoas habilitadas a intervir o façam.

Artigo 10: Todo indivíduo tem o dever de considerar a humanidade inteira como sua família e de se comportar em toda circunstância e em todo lugar como um cidadão do mundo, fazendo assim do humanismo a base de seu comportamento e de sua filosofia.

Artigo 11: Todo indivíduo tem o dever de respeitar os bens alheios, sejam eles privados ou públicos, individuais ou coletivos.

Artigo 12: Todo indivíduo tem o dever de respeitar a vida humana e considerá-la como o mais precioso bem que existe neste mundo.

Artigo 13: Todo indivíduo tem o dever de respeitar a natureza e preservá-la, a fim de que as gerações presentes e futuras possam dela se beneficiar em todos os planos e nela vejam um patrimônio universal.

Artigo 14: Todo indivíduo tem o dever de respeitar os animais e considerá-los verdadeiramente como seres, não apenas vivos, mas também conscientes e sensíveis. 

Epílogo

Se todos os indivíduos cumprissem estes deveres fundamentais, haveria poucos direitos a reivindicar, pois cada qual se beneficiaria do respeito que lhe é devido e poderia viver feliz na sociedade. Por isto toda democracia não deve se limitar a promover um “estado de direitos”, caso em que o equilíbrio evocado no Prólogo não pode ser mantido.

É imperativo também que ela preconize um “estado de deveres”, a fim de que todo cidadão expresse em seu comportamento aquilo que o Ser Humano tem de melhor em si. Só apoiando-se nesses dois pilares é que a civilização poderá assumir plenamente seu status de humanidade.



CONTOS ZEN - O maior dos guerreiros


O MAIOR DOS GUERREIROS

O aluno perguntou ao Mestre :
- Como me torno o maior dos guerreiros ?
- Vá atrás daquelas colina e insulte a rocha que se encontra no meio da planície.
- Mas para que, se ela não vai me responder ?
- Então golpeie-a com a tua espada.
- Mas minha espada se quebrará !
- Então agrida-a com tuas próprias mãos.
- Assim eu vou machucar minhas mãos ... E também não foi isso que eu perguntei. O que eu queria saber era como que eu faço para me tornar o maior dos guerreiros.
- O maior dos guerreiros e aquele que é como a rocha, não liga para insultos nem provocações, mas está sempre pronto para desvencilhar qualquer ataque do inimigo



O maior dos guerreiros é aquele que nas batalhas diárias não se deixam levar pelos sentimentos, mas são fortes como a rocha e que diante das adversidades se mantem firmes e inabaláveis.



O NOBRE CAMINHO ÓCTUPLO - Roda de Dharma


No budismo conhecemos  o nobre caminho óctuplo,
pois é regido por oito práticas:

Compreensão correta: Conhecer as Quatro Nobres Verdades de maneira a entender as coisas como elas realmente são, e com isso gerar uma motivação de querer se liberar de dukkha e ajudar os outros seres a fazerem o mesmo.

Pensamento correto: Desenvolver as nobres qualidades da bondade amorosa, não tendo má vontade em relação aos outros, não querendo causar o mal (nem em pensamento), não ser avarento, e em suma, não ser egoísta.

Fala correta: Abster-se de mentir, falar em vão, usar palavras ásperas ou caluniosas, e ao invés disso, falar a verdade, ter uma fala construtiva, harmoniosa, conciliadora.

Ação correta: Promover a vida, praticar a generosidade e não causar o sofrimento através de práticas moralistas.

Meio de vida correto: Compreender e respeitar o próprio corpo, olhar os outros com amor, compaixão, alegria e equanimidade, que são as quatro qualidades incomensuráveis, e na prática do dia-a-dia, praticar os seis paramitas da generosidade, ética, paz, esforço, concentração e sabedoria. Também inclui ter uma profissão que não esteja em desacordo com os princípios.

Esforço correto: Praticar autodisciplina para obter a quietude e atenção da mente, de maneira a evitar estados de mente maléficos e desenvolver estados de mente sãos.

Atenção correta: Desenvolver completa consciência de todas as ações do corpo, fala e mente para evitar atos insanos, através da contemplação da natureza verdadeira de todas as coisas.

Concentração correta: A partir da concentração, a mente entra em estado contemplativo e em seguida vem o nirvana.